Sanatório para tuberculosos, Alvar Aalto
Planta de situação
Planta baixa
Neste post, apresentarei algumas análises quanto a forma e organização de uma importante obra de Alvar Aalto: o Sanatório para tuberculosos em Paimio. O projeto ganhou um concurso em 1928, e foi construído entre 1929 e 1933. Aalto preocupou-se com o bem-estar dos pacientes que, em função da doença, se instalariam por um bom tempo no sanatório. Desenhou todo o mobiliário, estudou as cores e volumes e analisou a iluminação para fazer dos alojamentos um ambiente agradável aos pacientes e funcionários.
O arquiteto organizou as diversas funções do estabelecimento com uma série de volumes arquitetônicos combinados livremente. A ala que mais se destaca no projeto é a que abriga os pacientes que vai se conectando as outras áreas como as das salas, cozinha e garagens consistindo na zona de trabalho. As casas dos médicos e dos funcionários encontram-se afastadas do núcleo, consistindo na zona de repouso.
O edifício tem caráter dinâmico, ou seja, ele teve seus blocos organizados de maneira a propiciar uma experiência sensorial rica e variada para quem o percorre. Eles encontram-se todos interligados de forma assimétrica, como se da unidade dos enfermos “ramificassem” as demais unidades. Há um contraste entre as formas e os volumes, sem quebrar a conexão entre eles, com o objetivo de destacar o bloco dos enfermos, mais alto e de dominância horizontal marcante, já que o arquiteto valorizou a posição do sol bem como a visualização da floresta circundante neste bloco. Os demais volumes acompanham lado a lado uma mesma altura bem como formas próximas, a fim de que o conjunto tenha três alturas distintas que vão decrescendo em função da hierarquia. Eles estão locados em função da paisagem, envolvidos por esquemas rígidos e ortogonais.
Modelo volumétrico
Vista
Vista do norte
Interior
sexta-feira, 6 de julho de 2007
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Um comentário:
Muito bom post...parabéns!
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